Desvendando a Complexidade Humana: Um Trecho de Clarice Lispector

“Escrevo-te de dentro de uma noite tumultuada, onde a escuridão me envolve como um manto de incertezas e questionamentos. São momentos como este, em que a alma se debate entre a claridade da razão e a obscuridade dos sentimentos, que encontro a minha voz mais íntima, sussurrando segredos para além das palavras, desvendando mistérios que habitam o cerne da existência.

Nesta noite, mergulho nas profundezas do meu ser, buscando compreender os enigmas que me cercam, os dilemas que me assombram, as angústias que me consomem. E é assim, imersa nesta penumbra fecunda, que encontro a matéria-prima dos meus escritos, as palavras que brotam como estrelas cadentes no firmamento da minha consciência, iluminando o caminho rumo à verdade que habita em mim.” – (Do livro “A Paixão Segundo G.H.”). Clarice Lispector.

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Imagem de livros com reflexões da Clarice Lispector
Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. - Clarice Lispector.
A possíveis leitores: Este livro é como um livro qualquer. Mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada. Aquelas que sabem que a aproximação, do que quer que seja, se faz gradualmente e penosamente - atravessando inclusive o oposto daquilo de que se vai aproximar. Aquelas pessoas que, só elas, entenderão bem devagar que este livro nada tira de ninguém. A mim, por exemplo, o personagem G.H. foi dando pouco a pouco uma alegria difícil. mas chama-se alegria." Clarice Lispector.
Menina e gato na janela
Queria saber: depois que se é feliz o que acontece? O que vem depois?
Toda vez que eu faço uma coisa com intenção não sai nada. Sou portanto um distraído quase proposital. Eu finjo que não quero, termino por acreditar que não quero e só então a coisa vem. - Clarice Lispector.
Trevo de quatro folhas
Tenho em mim todos os sonhos do mundo - Clarice Lispector.
Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto - e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras - quais? Talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no fundo do poço - Clarice Lispector. Em: "Um Sopro de Vida".
Menina com livro
Que minha solidão me sirva de companhia. Que eu tenha a coragem de me enfrentar. Que eu saiba ficar com o nada, e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Recuso-me a ficar triste. Sejamos alegres. Quem não tiver medo de ficar alegre e experimentar uma só vez sequer a alegria doida e profunda terá o melhor de nossa verdade. Eu estou - apesar de tudo, oh, apesar de tudo -, estou sendo alegre neste instante- já que passa se eu não fixá-lo com palavras. Estou sendo alegre neste mesmo instante porque me recuso a ser vencida: então eu amo. Como resposta. - Reflexão de Clarice Lispector.
Frase de Clarice Lispector sobre respeitar
E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar.
Era muito impressionável e acreditava em tudo o que existia e no que não existia também. Mas não sabia enfeitar a realidade. Para ela a realidade era demais para ser acreditada. Aliás a palavra “realidade” não lhe dizia nada. Nem a mim, por Deus.