Um dia ela vai ser presa

- Ela é tão livre que um dia será presa. - Presa por quê? - Por excesso de liberdade. - Mas essa liberdade é inocente? - É. Até mesmo ingênua. - Então por que a prisão? - Porque a liberdade ofende. Clarice Lispector.

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Bilhete de Clarice Lispector para você

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

Refletindo sobre a vida

A vida é um soco no estômago.

Apenas o desenho de mulher
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar. Clarice Lispector
Rosa branca
Mas quero ter a liberdade de dizer coisas sem nexo como profunda forma de te atingir. Só o errado me atrai, e amo o pecado, a flor do pecado. Clarice Lispector
Corpos se atritem
Pede do leitor maior atenção para as possibilidades não imediatas de um texto, incluindo aí os restos, as respirações, os tempos mudos e, também, maior escuta das diferentes espécies de silêncio que articulam de um só golpe palavras e afetos, fazendo com que corpos (o corpo de quem diz e o corpo de quem no escutar se encontram) se unam, e se atritem: e cresçam juntos. Clarice Lispector, no livro "O Tempo"
Folhas desenhadas
Corro perigo Como toda pessoa que vive E a única coisa que me espera É exatamente o inesperado Clarice Lispector
Defeitos
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Clarice Lispector
Espelho desenhado

O que é um espelho? É o único material inventado que é natural. Quem olha um espelho, quem consegue vê-lo sem se ver, quem entende que a sua profundidade consiste em ele ser vazio... Esse alguém percebeu o seu mistério de coisa.

Clarice Lispector
Felicidade eterna
Oh Deus, que faço dessa felicidade ao meu redor que é eterna, eterna, eterna e que passará daqui a um instante. Porque o corpo só nos ensina a ser mortal? Clarice Lispector
Texto sobre crescimento
Crescer dói. Respirou muito devagar e com cuidado. Tornar-se dói. Sentiu aquela solidão inesperada. A solidão de uma pessoa que em vez de ser criada cria. A solidão da grande possibilidade de escolha. A solidão de ter que fabricar os seus próprios instrumentos. A solidão de já ter escolhido. E ter escolhido logo o irreparável. Clarice Lispector, no livro "O Tempo"